Santos Dominicanos

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Santa Zdislava de Lemberk

 
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Originária da Boêmia (República Tcheca), Zedislava casou-se aos dezesseis anos contra sua vontade com um príncipe orgulhoso e violento e que muito frequentemente pôs à prova sua paciência de jovem esposa. Teve quatro filhos. Ao saber que a Ordem Dominicana se difundia na Polônia e na Prússia, convenceu o marido a financiar a fundação de um convento em Gabel. Ela participou da sua construção com as próprias mãos.

Tendo recebido o hábito da Ordem das mãos do bem-aventurado Ceslau, foi fiel discípula de São Domingos. Consagrou-se, cada vez mais, ao serviço dos pobres, sem negligenciar seus deveres de dona de casa. Antes de morrer, em 1252, obteve a alegria de alcançar a conversão do marido. O seu culto, como «mulher de vida santa» de memorável lembrança, foi aprovado por São Pio X, em 28 de agosto de 1907, e João Paulo II a canonizou no dia 21 de maio de 1995, em Olomouc, na Morávia.

Festa litúrgica: 4 de Janeiro

São Raimundo de Penaforte

 
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Nascido em Penyafort, perto de Barcelona, na Espanha, em 1175, Raimundo era cônego, professor de filosofia e de direito, quando entrou na Ordem, em 1222. Foi um dos mestres da teologia moral e do direito canônico de seu tempo. A ele coube o encargo de elaborar as Decretais de Gregório IX (1234), e ficou conhecido por seu zelo na formação dos padres, em vista do ministério da penitência. Sua santidade atraiu a atenção dos capitulares que, em 1238, o elegeram Mestre da Ordem: sucedia, assim, a Jordão da Saxônia, falecido no ano anterior. Dois anos mais tarde, demitiu-se de suas funções, e retornou à Catalunha, na Espanha. À frente da Ordem, Raimundo revelou-se um apóstolo cheio de audácia. Cuidou, em particular, do apostolado junto aos judeus, e favoreceu as missões na África do Norte, tanto as dos Mercedários quanto as dos Mendicantes, num verdadeiro interesse de dialogar com o muçulmanos. Para tanto, estimulava os que deviam dirigir-se a essas missões a estudarem a língua árabe e o Corão. Morreu em Barcelona, quase entenário, no dia 6 de janeiro de 1275.

Festa litúrgica: 7 de Janeiro

 

São Francisco Fdez. Capillas

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Francisco Fernández de Capillas, presbítero (1607-1648), nasceu em Baquerín de Campos (Palencia, Espanha), e era filho do convento de São Paulo de Valladolid. Levou o nome de Cristo aos povos das Filipinas e do sul da China. Foi religioso de grande mansidão, modéstia e fervor apostólico. Morreu decapitado na perseguição dos tártaros, depois de longa prisão, onde recebia açoites e tormentos cruéis, em Fogan, no dia 15 de janeiro de 1648, tornando-se protomártir da China. Sua cabeça é venerada na igreja de São Paulo de Valladolid. Foi beatificado no dia 2 de Maio de 1909. Pedro Sans y Jordá, bispo (1680-1747), nasceu em Ascó (Tarragona) e era filho do convento de Lérida. Chegou à China em 1715 e foi nomeado bispo em 1729. Sua vida está marcada por grande humildade, audácia e fervor missionário. Depois de longa e dura prisão, morreu decapitado no dia 26 de maio de 1747.

Festa litúrgica: 15 de Janeiro

 

Santos Mártires da China

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No século XVII, entre os anos de 1633 e 1637, dezesseis mártires, Lourenço Ruiz e seus Companheiros, derramaram seu sangue por amor ao Cristo e à sua Igreja, em Nagasaki, no Japão. Todos pertenciam à Ordem de São Domingos ou a ela estavam ligados. Dentre esses mártires, nove eram presbíteros, dois religiosos professos, duas virgens e três leigos, sendo um deles Lourenço Ruiz, pai de família, catequista, natural das Ilhas Filipinas. Em épocas e condições diversas, pregaram a fé cristã nas Ilhas Filipinas, em Formosa e no Japão. Manifestaram de modo admirável a universalidade do Cristianismo e, como infatigáveis missionários, espalharam copiosamente, pelo exemplo da vida e pela morte, as sementes de futuras comunidades. Foram canonizados pelo Papa João Paulo II.

 

Festa litúrgica: 15 de Janeiro

Santa Margarida da Hungria

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Filha de Bela IV, rei da Hungria, e de Maria Lescaris, filha do Imperador de Constantinopla, Margarida foi consagrada a Deus antes mesmo de seu nascimento, como voto pela libertação de sua pátria, invadida pelos Tártaros. Com três anos e meio de idade, foi confiada às monjas dominicanas de Veszprém. Aos doze anos, transferiu-se para o novo mosteiro, que seu pai mandara construir em Buda, numa ilha do rio Danúbio, tendo aí feito sua profissão nas mãos do Mestre Humberto de Romans. Depois, contrariamente aos costumes das monjas da Ordem, recebeu do arcebispo de Gran a consagração das virgens. Margarida deixou de si a lembrança de uma monja toda dedicada tanto ao Cristo crucificado, que sempre buscou, por meio de rigorosa mortificação, quanto às irmãs de sua comunidade, às quais edificava com sua caridade, pobreza e humildade. Morreu aos 28 anos, a 18 de janeiro de 1270.

Festa litúrgica: 18 de Janeiro

 

São Tomás de Aquino

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Comemora-se hoje a transladação, para Toulouse (1396), das relíquias do santo, que foram, então, depositadas na bela igreja dos Jacobinos. Permaneceram aí até a revolução francesa (1792). Os restos mortais de São Tomás voltaram a esse lugar, em 1974, depois da restauração dessa Igreja. Todos conhecemos as grandes etapas da vida de estudos de Tomás de Aquino. Primeiramente como estudante, depois como professor, viajou muito desde o Monte Cassino, perto do qual nascera em 1255, até Colônia, Paris, Roma e Nápoles, antes de morrer no convento dos Cistercienses de Fossanova, quando se dirigia a Lião, para o Concílio, em 7 de março de 1274. Esse teólogo excepcional foi, antes de tudo, verdadeiro filho de São Domingos, cuja Ordem escolheu mesmo contra os desejos de seus familiares, em 1244. Mestre em Teologia, permaneceu toda a vida rigorosamente fiel às Constituições da Ordem: o serviço da Palavra, na pobreza mendicante, assumiu para ele o caráter de um trabalho teológico incessante, conduzido pela busca contemplativa de Deus, e pelo desejo de compartilhá-la. A Ordem reconhece nele um mestre e um modelo para se alcançar uma melhor compreensão da Palavra de Deus (cf.LCO, n. 82).

 

Festa litúrgica: 28 de Janeiro

São Bartolomeu de los Mártir

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Bartolomeu nasceu em Saviliano, na Itália, por volta de 1420. Depois de entrar na Ordem dos Pregadores, dedicou-se aos estudos sagrados com tanta aplicação que foi nomeado doutor em Turim e admitido ao colégio dos mestres da universidade. Tendo se tornado célebre por seu magistério teológico e seu ministério apostólico, recebeu o encargo de inquisidor. Combateu corajosamente para defender a fé e, no dia 21 de abril de 1466, confirmou, pelo martírio, a doutrina que havia ensinado brilhantemente durante muito tempo. 

Pio IX, no dia 22 de setembro de 1853, aprovou o culto que lhe era prestado. Seu corpo foi transferido para Cerveri.

 

Festa litúrgica: 3 de Fevereiro

Santa Catarina de Ricci

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Tendo entrado, em 1535, no mosteiro dominicano da Ordem Terceira regular do Prato (Itália), Catarina foi cumulada de graças místicas extraordinárias. Dotada ao mesmo tempo de um grande senso do governo e do discernimento, eleita por duas vezes priora, levou suas irmãs à observância regular e à contemplação da Paixão do Senhor, que era o centro de sua vida espiritual. Amiga de São Filipe Neri, comungou com ele num mesmo culto à memória de Savonarola. Morreu, no Prato, no dia 2 de fevereiro de 1589.

 

Festa litúrgica: 4 de Fevereiro

 

Santa Inês de Montepulciano

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Fundadora do mosteiro de Montepulciano, na Toscana, Itália, Inês nasceu em 1268, e soube usar de seu prestígio para sustentar a coragem de seus compatriotas postos à prova pelas lutas intestinas que afligiam, então, a Itália. Depois de sua morte, ocorrida a 20 de abril de 1317, seu corpo, conservado intacto, foi objeto de um culto. Santa Catarina de Sena, que sempre teve uma grande devoção para com Inês, foi em peregrinação a Montepulciano homenagear sua santa. O Papa Bento XIII a canonizou em 1726.

Festa litúrgica: 20 de Abril

Santa Catarina de Sena

 
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Catarina nasceu em Sena (Itália) em 1347, sendo a penúltima de uma família de 25 filhos. Ainda criança, consagrou a Deus sua virgindade. Sofreu grandes tormentos por parte dos seus, para poder levar sua vida de oração e de penitência, na Ordem da penitência de São Domingos, chamada mais tarde Ordem Terceira.

 

Sua vida foi partilhada entre a sede de contemplar o Cristo na cruz e o serviço da Igreja, que se afligia então em facções. Penetrada do espírito de São Domingos, extraiu de seu amor por Deus as energias que lhe permitiram levar o papa de Avinhão para Roma e de trazer grande número de discípulos para o caminho da vida cristã e da paz. Seus escritos espirituais, especialmente o Diálogo, permitem ainda hoje se lhe possa chamar de “mãe”, nome este que seus discípulos lhe haviam dado. Morreu em Roma no dia 29 de abril de 1380.

Festa litúrgica: 29 de Abril

São Pio V

 
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Durante os seis anos de seu pontificado (1566-1572), o Papa Pio V se consagrou em fazer passar na prática os decretos reformadores do Concílio de Trento. Ele promulgou o catecismo do Concílio, assim como o Breviário e o Missal Romano. Enfim, no entardecer de sua vida, Pio V tornar-se-ia o papa do Rosário: depois de definir sua forma (1569) ele se tornou um grande promotor do mesmo para invocar a proteção de Maria diante dos perigos que ameaçavam o Ocidente cristão (1571). Morreu no dia primeiro de maio de 1572.

Festa litúrgica: 30 de Abril 

São Vicente Ferrer

 
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Vicente nasceu em Valência, na Espanha, em 1350. Entrou na Ordem com a idade de 17 anos. Apegou-se à regra austera da vida espiritual, deixando-nos um belo testemunho disso em seu tratado sobre A vida espiritual. Consagrou-se primeiramente ao ensino da filosofia e da teologia. Por ordem do cardeal legado Pedro de Luna e de João, rei de Aragão, exerceu diversas missões, em vista de regulamentar assuntos civis e eclesiásticos. Ao mesmo tempo, dedicou-se à pregação, junto ao papa de Avinhão, e, depois, no sul da França e da Itália. A partir de 1399, consagrou-se totalmente à pregação itinerante, como legado “a latere Christi”, em seguida a uma missão especial recebida, assim como ele o afirma, numa carta ao antipapa Bento XIII. Trabalhou intensamente para o restabelecimento da paz e da unidade na Igreja então atribulada pelo cisma, não hesitando a se separar do antipapa, ao qual havia seguido de boa fé. Cheio dos dons do Espírito Santo, e munido de virtudes apostólicas, percorreu quase todas as regiões da Europa ocidental. Tornou-se um grande pregador carismático, produzindo grande fruto para as almas. Morreu na França, em Vannes, no dia 5 de abril de 1419.

Festa litúrgica: 5 de Maio

Santo Antonino de Florença

 
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De ilustre família piemontesa, Antônio recebeu o hábito da ordem no convento de Verceil. Durante muitos anos foi companheiro de apostolado de São Bernardino de Sena. Foi prior de Como, Savo na, Florença, Bolonha. Apoiado pelo Mestre da Ordem, Bartolomeu Texier, reformou em todos esses conventos a vida regular, legando à Ordem a reputação de um superior afável, que sabia compadecer se da fraqueza humana, ao mesmo tempo que corrigi-la com firmeza. Desgastado pelo trabalho e pela penitência, morreu aos 65 anos, no convento de Como.

Festa litúrgica: 10 de Maio

 

São Francisco Coll Guitart

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Nascido na Catalunha, Espanha, no dia 18 de maio de 1812, Francis co Coll tomou o hábito da Ordem em Gerona em 1830. Antes mes mo de ter terminado sua formação dominicana e recebido a ordenação, foi constrangido a levar uma existência secular pelas leis civis que proibiam a vida religiosa. Francisco permaneceu secretamente fiel à sua profissão religiosa. Ordenado presbítero, consagrou-se à pregação itinerante através das dioceses de Vich, Gerona e Urgel.

 

Foi levado a fundar em 1856 a Congregação das irmãs dominica nas da “Anunciata”, cuja casa-mãe é hoje ainda em Vich. Foi lá que Francisco Coll morreu, a 2 de abril de 1875.

Festa litúrgica: 19 de Maio

 

São Pedro de Verona

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Filho de cátaro, Pedro se converteu ainda muito jovem à fé católica. Atraído à Ordem pela pregação de São Domingos, recebeu o hábito de suas mãos. Foi devotado à pregação, sobretudo entre os hereges junto aos quais praticou, seguindo o exemplo do fundador dos pregadores, o método evangélico do diálogo. Por um trabalho incansável obteve numerosas conversões e foi também o protetor de “Associações da fé” de “Fraternidades de louvor à Bem Aventura Maria”.

 

Nomeado inquisidor para a Lombardia, em 1242, viu concentrar-se sobre ele o ódio dos inimigos da fé católica. Morreu assassinado pelos cátaros, no caminho de Como a Milão, a 6 de abril de 1252.

Festa litúrgica: 4 de Junho

 

São Domingos de Henares

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Nascido em Caleruega (Espanha), por volta de 1172-73, estudou Teologia em Palência e aí se distinguiu na sua compaixão pelos pobres. Cônego de Osma, progrediu na oração e na prudência do governo como subprior (1201). Tornou-se um zeloso pregador (1206) na região de Tolosa (França) perturbada pela heresia. Com a aprovação de Inocêncio III, instituiu uma nova maneira de propor a fé, através do exemplo duma pobreza evangélica e do diálogo fraterno sobre a doutrina. Dando grande importância à participação das mulheres na obra da evangelização, fundou um mosteiro para elas em Prouille (1206), que poderia ser um lugar para se aperfeiçoarem e, para os pregadores, um auxílio, e até um refúgio, conforme as circunstâncias.

 

Festa litúrgica: 25 de junho

São Valentim de Berrio-Otxoa

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Nos primeiros anos da evangelização, o anúncio da fé cristã no Vietnam foi acompanhado do testemunho do martírio. A persegui ção durou 261 anos (1625-1886). São contadas aproximadamente 110.000 vítimas. Estes mártires pertenciam ao clero local ou missionário, assim como ao laicato cristão. Havia 34 dominicanos, entre os quais no século XVIII, lembramos os nomes de Francisco Gil de Federich, Mateus Alonso Leciniana, Jacinto Castanheda e Vicente Le Quang Liem da Paz, primeiro do minicano vietnamita. No século XIX, os bispos Inácio Delgado e Domingos Hénarès, e Valentim Berrio Ochoa, Dominique Phan Trong (An) Kham, leigo, assim como numerosos outros irmãos: padres ou leigos foram torturados e mortos. Entre os outros mártires haviam dez membros da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, dos quais Agostinho Schoeffler da diocese de Metz e terceiro dominicano.

 

Festa litúrgica: 4 de Julho

São João de Colônia

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Festa litúrgica: 9 de Julho

Juan Heer, testemunha da verdade católica e da caridade pastoral, nasceu na Alemanha em princípios do século XVI. Era filho do convento de Colônia e pediu com insistência a seus superiores que o deixassem ir à Holanda para ajudar aos católicos que se encontravam sob a dura perseguição calvinista.

Ali era pároco da igreja de Hornaer quando, capturado pelos hereges, sofreu o martírio sendo enforcado fora da cidade de Briel do Mosa, ao sul da Holanda, por volta de meia-noite entre os dias 8 e 9 de julho de 1572, junto com outros quatro sacerdotes seculares, 14 religiosos (11 franciscanos, 2 premonstratenses e um agostiniano) procedentes em sua maior 134 Julho parte da vizinha cidade de Gorkum. Todos morreram por defender a verdade católica sobre a Eucaristia e o primado na Igreja do Romano Pontífice. Seus corpos foram esquartejados. O corpo de São João se venera desde 1618 na Igreja dos franciscanos em Bruxelas. Clemente X o beatificou solenemente junto com seus companheiros a 24 de novembro de 1675- Pio IX os canonizou a 29 de junho de 1867.

 

São Jacinto

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Henrique Cormier nasceu em Orléans, França, no dia 8 de dezembro de 1832. Seminarista, decidiu entrar na Ordem dos Pregadores. Foi ordenado presbítero a 17 de maio de 1856 por Dom Dupanloup. Tomou o hábito da Ordem em Flavigny, no dia 29 de junho de 1856 com o nome de frei Jacinto Maria.

Admirador de Frei H.-D. Lacordaire, filho espiritual de Frei V. Jandel, ele exerceu uma importante atividade a serviço da Ordem. Diversas vezes prior, três vezes provincial da Província de Tolosa, foi conselheiro de Mosteiros e congregações apostólicas de irmãs. Veio a Roma como sócio, depois como procurador geral do Mestre da Ordem, Frei Fruwirth. Com a idade de 72 anos, foi eleito Mestre da Ordem, 76 o sucessor de São Domingos. Fundou o colégio Angélico, hoje Universidade pontifícia São Tomás de Aquino. Fez-se todo para todos, na “caridade da verdade”. Morreu a 17 de dezembro de 1916.

Festa litúrgica: 17 de Agosto

Santa Rosa de Lima

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Cinquenta nos após a descoberta do Peru, quando a cupidez dos Conquistadores da América ameaçava tornar o cristianismo odioso aos indígenas da América do Sul, a Providência divina fez nascer em Lima, no Peru, Isabel Flores. Sua beleza mereceu-lhe o apelido carinhoso de “Rosa”, nome ao qual ela depois acrescentou a expressão “de Santa Maria”. Ainda menina, ela fez o voto de virgindade e sempre cultivou profunda devoção a Santa Catarina de Sena. Em 1606 entrou na Ordem Terceira Dominicana. Amava a solidão e passava dias inteiros em ininterrupta oração numa tosca ermida construída no quintal da casa paterna. Gostava de praticar obras de misericórdia em benefício dos pobres. Durante 15 anos suportou uma forte aridez espiritual, permitida por Deus. Amava bordar roupas para fins litúrgicos. Morreu aos 31 anos de idade. Seu corpo é venerado na Basílica dominicana do Santo Rosário, em Lima. Clemente X a canonizou em 1671. Santa Rosa de Lima é invocada como protetora da América Latina.

Festa litúrgica: 23 de Agosto

São João Macías

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Seu nome de nascença era Juan de Arcas Sanchez e ele era filho de Pedro de Arcas e Juana Sánchez. Órfão aos quatro anos de idade, ele foi criado por um tio, que ensinou-lhe a profissão de pastor. Não se sabe porque ele trocou de nome.

 

Com 25 anos de idade, ele começou a trabalhar para um rico comerciante que ofereceu-lhe a oportunidade de viajar para a América do Sul. Ele visitou primeiro Cartagena, no Vice-Reino de Nova Granada, parando em Pasto e depois em Quito, no Equador, chegando finalmente no Peru, onde ele permaneceria até o fim da vida. Ele logo notou o trabalho da Ordem dos Pregadores na região e demonstrou um forte interesse em juntar-se a ela para servir a Deus. Em 23 de janeiro de 1622 ele finalmente tomou o hábito e juntou-se à ordem. Em 25 de janeiro de 1623, fez seus votos. Juan morreu de causas naturais em 1645.

 

Festa litúrgica: 18 de Setembro

 
 

São Martín de Porres

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Martinho era filho de um nobre espanhol e de uma escrava liberta. Nasceu no Perú, em 1579. No início de sua juventude aprendeu o ofício de auxiliar de barbeiro, que naqueles tempos incluía certos predicados de enfermagem. Em 1603, entrou para a Ordem, no convento de Nossa Senhora do Rosário, em Lima. Não tendo estudos, fez a profissão religiosa como irmão cooperador. Religio so humilde, piedoso, caridoso, amava cuidar dos enfermos, fazer o serviço caseiro do convento. Tinha grande predileção pelos animais domésticos. Praticava com perfeição o jejum e a abstinência de carne prescritos pelas Constituições da Ordem. Conviveu na cidade de Lima com grandes santos: São Turíbio de Mongrovejo, arcebispo da cidade, São Francisco Solano, Santa Rosa de Lima e São João Macias. Morrei a 3 de novembro de 1639. O Capítulo Geral da Ordem o proclamou patrono dos irmãos cooperadores, e o Papa João XXIII o canonizou a 5 de maio de 1962. Martinho é popular nas duas Américas. Não apenas exerce a atração que sempre exerceram os pequenos, quando o Senhor os quis glorificar, mas sua pessoa constitui um símbolo.

 

Festa litúrgica: 3 de Novembro

Santo Alberto Magno

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Alberto nasceu em Lauingen (Baviera), Alemanha, pelo ano de 1206. Filósofo e teólogo, procurou constantemente o encontro entre a ciência e a fé. Estudou em Bolonha, Veneza e Pádua. Nesta última, conheceu o Bem-aventurado Jordão da Saxônia, que o convidou a entrar para a Ordem. Foi o que Alberto fez, contra a vontade da família. Regressando à Alemanha como sacerdote dominicano, lecionou ao longo de sua vida em Colônia, Hildesheimg Fribourg. Ratistona, Estrasburgo e Paris. Em 1248 foi regente dos estudos em Colônia e deu aulas a São Tomás de Aquino. De 1254 a 1257 foi Provincial da Teutônia. Em 1256 foi a Roma para defender, junto com São Boaventura, o direito dos religiosos mendicantes de ensinar nas Universidades, contra as idéias de Guilherme do Santo Amor. Em 1260 foi consagrado bispo de Ratisbona, mas renunciou ao cargo dois anos depois, para voltar ao magistério. Deixou grandes obras de teologia e de outras ciências, sendo chamado de “Magno” e de “doutor universal”. Faleceu em Colônia, e em 1459, foi colocado entre os Doutores da Igreja. A Igreja o propõe como mestre aos fiéis que desejam aprender “progredindo nas ciências para melhor conhecer o Senhor e amá-lo ainda mais”.

Festa litúrgica: 15 de Novembro

 

Santo Inácio Delgado

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Nos primeiros anos da evangelização, o anúncio da fé cristã no Vietnam foi acompanhado do testemunho do martírio. A persegui ção durou 261 anos (1625-1886). São contadas aproximadamente 110.000 vítimas. Estes mártires pertenciam ao clero local ou missionário, assim como ao laicato cristão. Havia 34 dominicanos, entre os quais no século XVIII, lembramos os nomes de Francisco Gil de Federich, Mateus Alonso Leciniana, Jacinto Castanheda e Vicente Le Quang Liem da Paz, primeiro do minicano vietnamita. No século XIX, os bispos Inácio Delgado e Domingos Hénarès, e Valentim Berrio Ochoa, Dominique Phan Trong (An) Kham, leigo, assim como numerosos outros irmãos: padres ou leigos foram torturados e mortos.

 

Entre os outros mártires haviam dez membros da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, dos quais Agostinho Schoeffler da diocese de Metz e terceiro dominicano.

Festa litúrgica: 24 de Novembro

 

Beatos Dominicanos

Beato Reginaldo de Orléans

 
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Reginaldo nasceu em 1183, em Saint-Gilles, no Languedoc, não muito longe de Arles. Ele era um jovem muito talentoso, pois antes de ser nomeado reitor do Capítulo de Saint-Aignan em Orléans em 1212, ele ensinou direito canônico na Universidade de Paris de 1206 a 1211. Em 1218, ele fez uma peregrinação em que passou por Roma, onde conheceu São Domingos e o reconheceu como o guia espiritual que a Santíssima Virgem o havia nomeado durante uma doença grave. Reginaldo pediu-lhe que o admitisse como discípulo e São Domingos concordou. Em 1218, Frei Reginaldo foi para Bolonha e fundou o convento, que sempre esteve ligado à Universidade daquela cidade. Uma palavra dele próprio diz bem o amor que teve para a vida dominicana: “Creio não ter nenhum mérito de viver nesta Ordem, porque aqui encontrei muita alegria”. Morreu em Paris em 1 de fevereiro de 1220 e foi sepultado na Igreja Nossa Senhora dos Campos. Foi beatificado em 1875 e é celebrado no dia 12 de fevereiro.

Festa litúrgica: 12 de Fevereiro

Beato Jordão da Saxônia

 
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Estudante em Paris, Jordão (1185) aí conheceu a Ordem. O bem-aventurado Reginaldo lhe deu o hábito a 12 de fevereiro de 1220. Por suas qualidades excepcionais, foi escolhido, em 1222, como primeiro sucessor de São Domingos. Foi ele quem acabou por dar à Ordem seu alicerce institucional e se empenhou na sua primeira expansão missionária. Pelo seu livro sobre As origens da Ordem dos  Pregadores, é um testemunho privilegiado da vida de São Domingos e dos começos da Ordem. Tendo partido para a Palestina, a fim de visitar os frades, pereceu num naufrágio perto da costa síria a 12 de fevereiro de 1237.

Festa litúrgica: 13 de Fevereiro

Beato Fra Angélico

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Guido nasceu por volta de 1400, nos arredores de Florença. Depois de aprender o ofício de pintor e de miniaturista, por volta de 1420 entrou na Ordem dos Frades Pregadores, no convento de Fiesole, e aí recebeu o nome de João, tendo como prior e mestre Santo Antonino, o futuro arcebispo de Florença. Sua grande obra foi a decoração do convento São Marcos de Florença (1439-1445), adquirido então pelos dominicanos reformados. A partir de 1445, viveu sobretudo em Roma, chamado pelo Papa, que lhe confiou diversos trabalhosno Vaticano. Morreu em Roma, no dia 18 de fevereiro de 1455 e foi sepultado na igreja dominicana de Santa Maria da Minerva. A qualidade espiritual de sua obra pictural e sua reputação de santidade lhe valeram rapidamente o apelido de Angélico. Ele gostava de repetir: “Quem quer que seja que faz as coisas do Cristo deve ser inteiramente do Cristo” Em 1982, o Papa João Paulo II autorizou a Ordem dos Pregadores a render um culto ao bem-aventurado Angelico. O papa João Paulo II declarou o Beato Angélico padroeiro dos artistas, especialmente dos pintores. Esta decisão, confirmada por um decreto da Congregação para o Culto Divino, dá a possibilidade aos grupos concernidos de celebrar este dia como celebração festiva. O formulário a ser utilizado pode ter como base os textos abaixo com os complementos oportunos (cf. ASOP 1984, p. 34-35; AAS 1973 p.276-279, n. 4,9,12).

Festa litúrgica: 18 de Fevereiro

Beata Joana de Aza

 
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Sabemos, por Jordão da Saxônia, que a mãe de São Domingos se chamava Joana. Ele teve três filhos: Antonio, Mannès e Domingos; os dois primeiros, parece, de um primeiro matrimônio. Os cronistas dão testemunho que era “cheia de compaixão pelos infelizes e aflitos”, traço que o mais jovem de seus filhos, Domingos, herdou.

Festa litúrgica: 2 de Agosto

Beato Manés de Guzmán

 
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Manès nasceu pelo ano de 1170 em Caleruega, Espanha. Em 1215 entrou para a Ordem. Quando São Domingos, no dia 15 de agosto de 1217, dispersou seus primeiros religiosos para fundarem conventos na Europa, Manès foi mandado para Paris e colaborou na fundação do famoso convento de Saint Jacques. Conhecendo o tem peramento contemplativo do irmão, São Domingos mais tarde o transferiu para Madri, a fim de que cuidasse da assistência espiritual no Mosteiro de monjas dominicanas. Ao tomar conhecimento, em 1234, que seu irmão frei Domingos fora canonizado, frei Manès partiu para Caleruega, onde teceu o elogio do novo Santo e sugeriu a construção de uma igreja na cidade onde ambos haviam nasci do. Frei Manès morreu em Gumiel de Izan pelo ano de 1235, e ali são veneradas suas relíquias. Rodrigo de Cerrato o descreve como “Pregador ardoroso, amável, humilde, jovial e bom”. Foi beatifica do por Gregório XVI, em 1834.

Festa litúrgica: 18 de Agosto

Beato Bartolo Longo

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Tendo nascido em Latiano, Bríndisi, itália, em 1841, Bártolomeu Longo teve uma juventude distraída por ambições irrequietas, mas recuperou  seu  entusiasmo  religioso estabelecendo-se  em  Nova Pompéia,  mísero  lugarejo  nas  proximidades  do  Vesúvio, onde criou um Centro de renovação da sociedade sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário. Em 1876 fundou a Confraria do Rosário e lançou a primeira pedro do futuro Santuário, que veio a ser um grande Centro de difusão do Rosário de Nossa Senhora, lugar de peregrinações e de verdadeiros milagres. Com o passar do tempo, Bartolomeu construiu um Educandário para os filhos de encarcerados e Oficinas tipográficas, promovendo o conhecimento de Nossa Senhora do Rosário e da Ordem Dominicana. Editou livros com a finalidade de fortalecer a fé e a justiça social. Em vida de castidade, casou-se com a viúva Ana Farnararo, que foi sua grande colaboradora. Faleceu a 5 de outubro de 1926. Foi beatificado por João Paulo II em 1980.

Festa litúrgica: 6 de Outubro

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Ordem dos Pregadores

"Contemplar e levar aos outros o contemplado"

STh II-II, q. 188, a. 6, r.